A ETERNIDADE DE UM INSTANTE | Bia Carvalho

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A eternidade de um instante 
Hoje trouxe a resenha do livro A Eternidade de Um Instante, autora Bia Carvalho. O que posso afirmar: mais que fofo, doce e recheado de muitas emoções.
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Título Original: A Eternidade de Um Instante
Autor: Bia Carvalho  
Lançamento: 18/02/2019
Publicação: Amazon

Gênero: Drama | New Adult | Romance Contemporâneo



A ETERNIDADE DE UM INSTANTE | Bia Carvalho

@biacarvalhoautora

Lançamento: 18/02/19, com exclusividade na Amazon
Caio Johanssen aprendeu desde cedo que nunca poderia se apaixonar ou as consequências seriam trágicas. Com o coração fechado, vive a vida sempre no limite, desafiando a morte e se jogando em casos vazios, que lhe pareciam seguros e inofensivos.
Lavínia Saldanha conheceu o lado mais cruel do amor, o que a obrigou a se proteger de relacionamentos, entregando-se plenamente ao seu sonho de um dia chegar à Broadway e provar seu verdadeiro talento.
Reféns do acaso, Caio e Lavínia têm seus caminhos cruzados e são presos em uma armadilha, tornando-se vítimas de seus próprios sentimentos. O que não esperavam era que o amor que desenvolveriam um pelo outro seria capaz de suportar a distância e o tempo, contrariando todas as probabilidades. Contrariando o próprio destino.




Resenhando | A Eternidade de um Instante | Duologia 


A esforçada Lavínia Saldanha (Nia) tem muitos sonhos, dentre eles: ser uma grande bailarina. Em busca desse sonho, ela faz uma audição. Logo nos primeiros momentos, com uma narrativa em primeira pessoa, você se vê ansiosa no corredor, pressionada pela fila que se estende, aguardando o momento de se apresentar diante da bancada de jurados, quer dizer... o momento dela fazer o teste kkkk.

No segundo capítulo, a narrativa dá um salto para a mente de Caio Johanssen (para os fãs e amigos, Caio Coas), um jovem corredor de stock car, que tem como hobby predileto a caça pela adrenalina, ou melhor dizendo, o prazer de ludibriar a morte. Foi em uma conversa bastante pessoal dele com Érica (sua cunhada) que compreendi logo no princípio toda dor que ele ocultava, mas eu garanto: vocês nem mesmo podem imaginar do que se trata, o motivo real que o leva a desenfreadamente desafiar a morte. No fim das contas, eu o compreendi...    



Tudo vai lindo na deliciosa noite badalada do Rio, Nia acompanha seu amigo Dennis em uma apresentação noturna, coincidentemente o mesmo bar em que Caio está comemorando sua recente vitória. É aqui que o destino surge como uma criança peralta, cheio de tretas e faz os dois se esbarrarem. Uma troca de olhares e apenas algumas palavras já foi suficiente para despontar em ambos o interesse. Como é um livro de linguagem atual, você terá muitas cenas inusitadas: brigas, discordância de pensamentos, beijo na chuva (que foi belíssimo), conversas sadias e orientativas, palavrões (partindo do Caio); enfim, se preparem porque aqui não tem nem metade do que vem pela frente. Mas continuando, é justamente nesse bar que acontece uma dessas cenas.  




Pausa para uma pequena observação: Algo que estou notando nas minhas atuais leituras é a necessidade da diversidade de personalidades para a inclusão dos diversos leitores, na busca de deixar os fatos e personagens mais identificáveis aos leitores, ou seja, a representação da diversidade, deixando mais parecido ao mundo real. Nesse livro mesmo, o típico casal gay é formado por Peter e Joca, irmão de Caio. Gente, e não é de ver que tem barraco! Graças ao casal gay, Caio explode com seu amigo (que solta um comentário desnecessário) e “vai às vias de fato”. Com isso, ele acaba perdendo alguns pontinhos diante de Nia, que no palco fazia uma apresentação. Ah, para quem não sabe, como toda boa artista, ela canta e toca. 


Na leitura, você às vezes terá a sensação de ser um confidente do Caio, ele tem uma necessidade de expor parte de sua história (sem voltar ao passado, apenas lembranças e sentimentos aprisionados) - a fortuna de Kristofer (seu pai), o conflito palpável e espinhoso entre eles chega a ser desgastante para ambos e para nós, e isso torna a história reveladora. 

Algo interessante que aconteceu comigo durante a leitura é que em certos momentos tive a leve impressão de ler um romance da Disney, tipo “A princesa e a plebéia”; aquela coincidência meio clichê e ao mesmo tempo apaixonante. A Bruninha (sobrinha de Caio), sem tapas na língua, deixou tudo encantadoramente divertido e romântico, com uma pitada de ingenuidade e doçura ela em vários momentos lança sobre eles o pó da magia. Você não terá descrições de cenários, já os personagens aos poucos irão sendo descritos com mais detalhes, então pode acontecer de você idealizar algo e depois se surpreender.  

A história é contada bem devagar. Em alguns momentos, pode pesar para o leitor mergulhar nos traumas e os porquês, principalmente quando quem narra é Caio. Só que sem isso, também não teríamos como descobrir o motivo de seus traumas e os medos que podem impedir esse casal de viver esse amor. 

Os personagens têm características bem definidas; a escrita da autora, achei bastante agradável, parecida com a de Jamie Mcguire.  Todo o enredo, apesar de ser contado em primeira pessoa, narra sentimentos verdadeiros sem aquelas possíveis inversões, e apesar de não ter o roteiro parecido com o livro “Belo Desastre”, o casal deste livro me fez lembrar bastante o romance de Abby Abernathy e Travis Maddox. Moça certinha e recatada cheia de sentimentos se envolve com o seu oposto: o jovem badboy conquistador e aventureiro.  Então se esse tipo de romance atrai você, pronto! Achei mais uma dica que acabou de sair das pontas dos dedos de Bia Carvalho e ir direto para o coração das românticas incuráveis.  

Então, moçada, é isso. Agora fiquem com alguns quotes que copiei aqui em baixo. Uma pequena degustação...rsrssrs


“OS ROMANCES QUE EU LIA sempre prometeram borboletas no estômago. Bem, lá estavam elas, fazendo vários tipo de malabarismos e enviando diferentes sensações para todas as partes do meu corpo.”


“Respirei fundo, sentindo o coração ir desacelerando aos poucos, aproveitando o momento de solidão e de inércia. Aqueles poucos segundos que sucediam uma corrida eram meus momentos favoritos, quando podia ter um breve diálogo com a morte e mandá-la se foder por eu estar ali. Por permanecer intacto.”


“UMA DAS COISAS QUE EU MAIS GOSTAVA em pilotar em alta velocidade era que sempre tinha a impressão de que o mundo se tornava mais devagar do que eu. De que o tempo poderia parar, mas que, por ser mais poderoso do que ele, eu que conseguiria controlá-lo. Besteira. Mal conseguia controlar a mim mesmo.”


“É mais fácil ser o bad boy charmoso e mulherengo do que o cara com o coração partido.”


“O tempo não era o remédio para todos os males? Então, por quantos anos é possível manter um amor funcionando dentro do coração?”


“Às vezes, quando tentamos fugir de nós mesmos, acabamos nos perdendo dentro de um vazio e esquecendo nossa alma lá dentro.”

“Sonhar perde um pouco a graça quando você sabe que qualquer coisa que tentar fazer vai dar certo...” (nunca tinha parado para pensar nisso!)

“...ainda torcíamos para que um de nós tivesse escapado da escuridão que nos rondava.”

 “A sorte é como uma bússola que gira sem parar e, às vezes, aponta para você.” (Fofo né, agora ela aponta para mim!)



“Ela era muito melhor do que minha mente havia idealizado no início.”



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