Orgulho e Preconceito - Jane Austen


Livro - Orgulho e Preconceito
Orgulho e Preconceito
No final do XVII na Inglaterra, o meio social era bastante limitado, principalmente para as mulheres sem dotes. Elizabeth era uma das cinco filhas da Sra. Bennet, sua mãe tinha como objetivo ver todas as suas filhas casadas, assim ela poderia proteger seus respectivos futuros e assegurar sua velhice.




Título Original: Pride and Prejudice – Orgulho e Preconceito
Autor: Jane Austen
Ano: 
Editora: Editora Arqueiro
Páginas: 303
Categoria: Romance  


Sinopse
Orgulho e preconceito, Jane Austen nos apresenta uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Aqui temos Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.

Resenhando – Orgulho e Preconceito

Todo romancista que se preze certamente já leu Jane Austen, claro que eu jamais ficaria de fora dessa turminha de leitores apaixonados por romance.

Com doçura e sutileza, Jane nos envolve e nos deixa apaixonados com o romance recatado de Elizabeth Bennet, uma mulher decidida e moderada que, apesar de sua época, não vê no casamento uma fonte de socorro. Isso até ela se deparar com o preconceituoso e rico Sr. Darcy.

E quem é Sr. Darcy? Simples: O homem que toda mulher um dia sonhou em encontrar. Quem nunca leu ou assistiu ao filme e disse: Ai, ai... Mr. Darcy…

Nesse livro, Jane aborda temas importantes, que ressoam até os dias atuais. A obra vai muito além de apenas um romance de época, é um dos livros que já li com os diálogos mais bem construídos e nos faz mergulhar nos valores sociais da aristocracia inglesa.

No final do XVII na Inglaterra, o meio social era bastante limitado, principalmente para as mulheres sem dotes. Elizabeth era uma das cinco filhas da Sra. Bennet, sua mãe tinha como objetivo ver todas as suas filhas casadas, assim ela poderia proteger seus respectivos futuros e assegurar sua velhice.
Mas a nossa heroína iluminista, pró-feminista, não pensava assim. Lizzy tem seus ideais e convicções bem definidos. Ela não é contra o casamento, ela acredita no amor e no valor que toda mulher tem.
Essa sua característica é o que verdadeiramente atrai Fitzwilliam Darcy, o homem acostumado a bajulações devido a sua alta posição social se depara com uma jovem que, sem papas na língua, diz com elegância tudo o que pensa, mesmo que isso o confronte e o desagrade. 
Agora, um ponto que sempre me atraiu nesse livro foi o título. Depois de muito meditar no final da leitura, acredito que o preconceito da história não procedia dele, mas dela. Lizzy, mesmo sem pretender, julgou Darcy de forma errada, de acordo com seu ponto de vista e conversas paralelas. Já ele, orgulhoso, se negava em admitir que estava sim encantado por aquela jovem de classe média.
Essa edição que comprei, confesso que não me atraiu no primeiro instante pela capa, mas o romance foi muito bem reescrito e é de fácil compreensão, isso sem deixar de lado, claro, o toque da autora Austen. Quanto à diagramação: a letra e os espaços são pequenos, e isso, somado à página branca, deixou certo desconforto na leitura. Mas nada disso apaga o brilho e o prazer de degustar da obra.

O livro é tão valorizado na Inglaterra que hoje é uma leitura obrigatória, a história é tão cativante que dela nasceu séries e filmes. O mais famoso é o de 2005, atuado por KEIRA KNIGHTLEY (Elizabeth) e MATTHEW MACFADYEN (Mr. Darcy), que na minha humilde opinião, foi o que mais se aproximou do Darcy que criei durante a minha leitura.

Sim, eu assisti também a série, e apesar das excelentes críticas que apontam Simon Langton como o melhor ator nesse papel, nos meus olhos ainda permanece o Darcy interpretado por Matthew como o melhor intérprete.






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