Tidelands Série Netflix


Tidelands, a primeira produção australiana da Netflix que conta com o ator brasileiro Marco Pigossi já está disponível.

De acordo com a sinopse, Tidelands acompanha o retorno de Cal Mcteer, interpretada por Charlotte Best (Home & Away, Puberty Blues), para casa, a pequena vila de pescadores de Orphelin Bay, após passar um longo tempo atrás das grades. Contudo, quando o corpo de um pescador local aparece na praia, ela embarca em uma jornada para descobrir os segredos da cidade enquanto investiga seus estranhos habitantes, um grupo de perigosas meias-sereias chamado Tidelanders

Gêneros: Drama, Filme Policial, Sobrenatural
Temporada: 1 | 8 episódios | Duração: 40 mts.

Resenhando  

 Ontem decidi maratonar, e não foram livros... O meu sábado foi recheado de Tidelands.
Na verdade, não era o que eu procurava, foi tipo tropeção, liguei a TV e a Netflix falou: Séries indicadas a você. Ah, não deu outra (na maioria das vezes eles acertam em cheio).

A série criada por Stephen M. Irwin, Tracey Robertson, Leigh McGrath, já inicia com certo suspense (uma morte muito estranha). Em seguida, somos apresentados aos personagens que aos poucos vão sendo revelados. Então, devido aos criadores, se prepare para ver muito sangue e uma boa dose do sobrenatural.  

A personagem principal é Callipe McTeer (Charlotte Best), que perseguida por rápidos flashes de um passado aterrorizante retorna para Orphelin Bay (uma pequena vila de pescadores), isso depois de cumprir dez anos de cadeia. Enquanto caminha a pé à beira da estrada, Cal é encontrada por Corey Welch (Mattias Inwood), um policial que há muito guarda sentimentos por ela.

A série no principio segue apresentando duas histórias, que no segundo ou terceiro episódio se encontram. Isso acontece porque ao mesmo tempo o irmão de Cal, Augie (Aaron Jakubenko), está envolvido até o pescoço com os Tidelands, homens e mulheres que vivem de modo estranho, movidos por um comportamento dúbio, isolado em L’Attende (uma ilha afastada). Os negócios deixados pelo pai nas mãos de Augie não são nem um pouco seguros e certos, ainda mais agora que um de seus homens está morto. Cal mesmo assim decide trabalhar com ele.

Aos poucos, as circunstâncias levam Cal de encontro a esse povo que vive afastado da baía, temido por muitos, afinal, esse homens e mulheres hiper sensuais são metade sereias e metade humanos (eu amo esse mundo; vem em mim, Aquaman).

Sabe aquela coisinha fofa de sereia... Não tem nada disso nessa série. Eles, por natureza, têm o gosto pela morte, mas muitos lutam contra esse instinto, apesar de nem todos serem bem sucedidos. A fascinante Adrielle Cuthbert (Elsa Pataky) é uma dessas que está disposta a proteger sua tribo, “filhos ou servos” a qualquer custo. E aos poucos a hipnotizante mulher demonstra os primeiros sinais de rendição aos impulsos assassinos.  

Com essa pegada de suspense e seres sobrenaturais, quando menos se depara acabou-se o sábado e você fica indignado... Por que quis ser gulosa e assistir tudo de uma vez? Ela termina MUITO BOA MESMO.  Depois dos episódios lavados com sangue (onde você não sabe quem é o próximo da lista), Cal que é a personagem principal se vê diante do mar, e ainda rodeada de mortos e feridos, chorando horrores, e não sendo o bastante, contemplando o que todos desejaram a série inteira ver.

Algo que lamentei na série, é que muita coisa poderia ter sido explorada (judiando dos telespectadores um pouco mais), tudo o que disse acima acontece diante de uma revelação lançada às vezes como um balde de água fria, e como o tema é incrível, eles poderiam ter mantido um pouco mais o suspense.

Agora que você já está por dentro dessa série, quero falar no contexto geral a minha opinião.

Sou o tipo de pessoa que me apego muito a uma boa abertura, e infelizmente isso passou longe das preocupações dos produtores. Mas se pecaram por um lado, pelo outro contrabalancearam com pontos muito positivos. As fotografias tiveram sim o seu espaço, se bem que devido à beleza do lugar, poderiam até ter explorado isso um pouco mais. Devido às gravações serem feitas em lugares praianos, as imagens que são lançadas para intermediar a história fascinam tamanha beleza. O azul do mar é diferente nessa série, agora intercala essa paleta de cores que aos poucos se perde quando as ondas espumantes se debatem nas areias esbranquiçadas, que sob as copas esverdeadas e robustas das árvores desaparecem. Essa imagem do alto ficou espetacular.


“Tá, mas e o Marco Pigossi? Fala alguma coisa dele!” (MEU PAI... bendito seja o criador da criatura), Agora falando sério, eu não sou caçadora de talentos, nem mesmo crítica cineasta, falo como uma mera telespectadora que não se decepcionou com a atuação dele. Ele é bonito? Sim. Atuou bem? Para mim, na maioria das cenas, muito bem. Inclusive teve uma que me marcou, quando ele diante de Cal tem papo sério e maduro com ela. Marco nessa cena foi incrível, já ela deixou a desejar. Pegando essa deixa, tenho que dizer algo que aos meus olhos ficou bastante evidenciado. A química de Dylan (Marco Pigossi) com Cal (Charlotte Best) teve um encaixe perfeito, as melhores cenas dele são quando está contracenando com ela. Logo no primeiro diálogo dos dois, você diz: Gente! Esses dois têm que se pegar.

Espero que vocês marquem essa na sua lista, ou se arriscam a fazer como eu e maratonar. Amei passar o sábado com os Tidelands.

Ao término da resenha, me peguei pensando: e se eu fosse uma tidelander? Se eu pudesse um dia respirar em baixo d’água, certamente procuraria os tesouros escondidos nos mares mais profundos e seria muito rica, linda e forte, teria um caso com um vampiro e daria então início a uma nova espécie de seres sobrenaturais. 


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